Review: Motorola Xoom, o primeiro tablet honeycomb!

Recebi o Motorola Xoom (por incrível que pareça é pronunciado Zoom) com grande entusiasmo aqui na redação, afinal de contas na época de seu lançamento ele gerou a seguinte pergunta: Será o Xoom um Ipad Killer? Mesmo com a versão do Honeycomb que é especifica para tablets ele não agradou muito na mídia especializada.

Confesso que mesmo após o lançamento do Ipad eu fiquei pensando qual seria a finalidade do tablet, mesmo sabendo que o foco é apenas navegação web e leitura de E-books etc.

Após usar o Xoom diariamente, vi que um tablet pode ter várias aplicações no dia-a-dia, mas nem de longe ele substitui um notebook ou desktop.

Características gerais:

Ele é o primeiro tablet com processador Nvidia Tegra 2 dual-core de 1GHZ  e vem equipado com 1GB de RAM, Tela de 10.1  o que acredito ser mais que suficiente para um tablet, até porque na época de seu lançamento o único tablete que o pessoal conhecia era o Ipad com 9.7 e o Samsung Galaxy Tab de 7pol.

O tablet tem as seguintes medidas: 24,9 x 16,7 x 1,2 cm, pesando cerca de 730 gramas. Tem um pouco mais de peso que um Ipad Wi-Fi da primeira geração (680 gramas) e conta com 32GB de memória interna e é possível expandir com cartão de memória (That’s great!).

A tela tem resolução de 1280×800 pixels (HD), mas ela apresenta um visual “granulado” conforme já ouvi muitos comentários, mas nada que comprometa a visualização.

Conforme você vai usando o tablet as clássicas marcas de dedo aparecem algo comum em qualquer smartphone ou tablet, só que no Xoom elas são mais visíveis pelo tamanho do aparelho.

Na parte de baixo estão localizadas as portas mini-HDMI e USB e o conector para o carregador (outro ponto polêmico) e na parte de cima um espaço para MicroSD e o conector de 3.5mm para fones de ouvidos.

A fonte do Xoom apesar de ter uma ótima extensão (até exagerada um pouco) é deselegante pelo seu peso e visual, pois é muito similar com a de um notebook o que pode ser um incomodo para o público feminino que pretende transportá-lo na bolsa.

Na parte traseira dele apresenta um acabamento em um tom cinza e outro preto meio que emborrachado onde se localiza a câmera e os 2 alto-falantes e o polêmico botão liga/desliga e os botões de volume que ficam na lateral.

A posição do botão de liga/desliga na parte traseira não é nada agradável, tanto que toda vez que pego um tablete para analisar fico procurando o maldito botão (santa Motorola!).

O material na traseira me fez logo querer uma case ou capa de TPU para proteger sua traseira que é um pouco frágil, a ponto de fazer você prestar bem atenção ao colocar o tablet em qualquer lugar.

Multimídia:

Até hoje não vejo necessidade em resoluções tão elevadas em tablets, até porque você não vai sair apontando um tablet para tirar fotos na rua ou em qualquer lugar que seja, fiz isso na faculdade e foi uma experiência digamos que cômica e estranha ao mesmo tempo.

Ele conta com 2 câmeras, sendo a traseira de 5MP com flash e capacidade de filmar em HD e tirar boas fotos (não espere muita coisa), e 2MP na frontal que permite tirar fotos razoáveis  vídeo chamadas pelo Gtalk,Skype,Nimbuzz etc.

Na parte de reprodução de vídeos o Xoom peca e muito não suportando legendas e nem formatos tradicionais como AVI e MKV.

A solução é usar um player alternativo como Rocket Player ou Dice Player esse último suporta diversos formatos.

Na parte de música o Xoom cumpre tranquilo, reproduz Mp3 sem maiores problemas.

O navegador padrão é excelente, só instalei alguns alternativos para testar o comportamento deles.

No quesito de jogos a interação é ótima, rodei alguns jogos como Samurai Vengeance e Fruit Ninja THD ambos os jogos são específicos para o processador Nvidia Tegra 2, só que após algum tempo jogando você começa a sentir o peso do tablet.

Infelizmente ele não vem com pacote Office para visualizar ou editar textos, planilhas e apresentações, algo que seus concorrentes como Galaxy Tab 10.1 e Asus Eee Pad Transformer já trazem consigo, mas é possível adquirir no Market diversas opções como Thinkfree Office, Quickoffice, Documents to Go que são gratuitos para visualização mas caso queria editar ou criar documentos terá que desembolsar a quantia entre R$ 25,00 a 30,00.

Honeycomb:

O ponto fraco dos tablets android é sem dúvidas a escassez de aplicativos otimizados para Honeycomb, no Market podemos contar com um pequeno espaço que incluem 72 ou 75 aplicativos específicos para ele, os demais são os apps esticados sendo assim não aproveitando o potencial do tablet.

O Google parece fazer vista grossa nesse quesito, enquanto o App Store da Apple continua a crescer dia após dia com uma enorme variedade de aplicativos.

A versão encontrada no Xoom é a 3.1 do Honeycomb que suporta teclados, mouses e pendrives isso é claro se você comprar um adaptador mini-usb para USB convencional ou você pode optar por teclado e mouse versão Bluetooth.

Diferente do que acompanhei na época de lançamento do Xoom, o Honeycomb não apresentou problemas ou travamentos, os apresentados foram raros, tudo nele flui bem, ao lado do botão home existe uma listagem dos últimos apps abertos bem como o seu gerenciamento de energia e memória e ótimo.

Um ponto negativo é não carregar pelo USB mesmo recebendo atualizações, inclusive a atualização é outro ponto negativo, o fato é por recebê-las e não ser possível instalar, o tablet simplesmente reinicia e entra na tela de boot e para ali, já deixei uma noite inteira para ver era algum problema com a conexão ou o tamanho da atualização, mas infelizmente não, é mais um problema que a Motorola precisa corrigir urgente! (santa Motorola!).

Bateria:

Foi algo que me deixou muito surpreso, mesmo em uso intenso e sendo apenas no Wifi durou 2 dias sem problemas, coloquei o brilho no máximo, naveguei e baixei alguns apps e li alguns livros, sem usar a internet o tablet aguentou quase uma semana! Achei sensacional a duração de bateria sendo que grande parte disso devemos atribuir ao Honeycomb.

Considerações finais:

Apesar dos problemas que citei, o Motorola Xoom é um bom tablet para a sua época de lançamento, após surgiram diversos modelos com a mesma configuração, mais leves e até mais em conta dependendo da versão.

Grande parte dos problemas é questão da Motorola ter boa vontade e não demorar tanto para liberar atualizações para seus aparelhos.

Ele pode gerar certo incomodo pelo peso dependendo do tempo de uso (Chumbo total!).

Fora isso, gostei muito para navegação web, leitura de e-books, assistir filmes, fazer anotações na faculdade, para quem lê muitos livros, artigos ou usa apostilas eu recomendo a compra, pois torna bem prático o acesso a este materiais sem ter que carregar muito peso.

Espero que a Motorola dê mais atenção ao Honeycomb, pois lançar um aparelho as pressas que dispõe de um ótimo hardware mas peca no software só queima a imagem da empresa, vamos aguardar para as futuras atualizações e que o Motorola Xoom 2 seja superior em todos os aspectos.

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